terça-feira, 24 de julho de 2012

Questões minhas, só minhas


Apetece-me chorar
Mas a lágrima está seca
Secou à muito com outras mágoas, outros pesares

Com aqueles que dominavam a minha vida...

Questões minhas, só minhas
Agora tenho medo de me afastar de todos
todos os que sempre lá estiveram e me apoiaram, em prol de um que pouco conheço

Agora tenho medo da intriga
do mal entendido
do desprezo que sei que não aguento

Mas apenas o tempo é dono e senhor da verdade e com ele tudo passa...

domingo, 22 de julho de 2012

Casa na árvore



Sempre quis ter um espaço só meu
Um onde pudesse pensar, escrever, brincar sonhar e chorar
Sempre quis…

Mas, tenho que admitir, que sempre quis mais que o que tinha
e isso não me agrada porque talvez esta insensata insaciedade de tudo, me impeça de ser realmente feliz, porque tenho tudo o que qualquer um desejaria…

Na verdade acho que há poucas pessoas que tenham mais sorte do que eu,
 acho que esta será a melhor altura da minha vida
 eu nem devia estar a escrever porque escrevo quando a preocupação já não cabe no coração e só a folha de papel aguenta o que de lá transborda.

Acredito que não fui concebida para ser realmente feliz ,
talvez ninguém seja concebido para ser realmente feliz,
 talvez só o tolo ache que é realmente feliz…

…por outro lado eu só me vou dar conta o quão realmente feliz estou a ser quando já não o for, eu só vou perceber o quanto aquela pessoa me faz falta quando ela já não estiver comigo, eu só vou entender como é agradável estudar quando estiver a trabalhar e só vou ver o quão relaxante é ter três meses de férias quando já não as tiver…

Mas, mesmo assim, sinto muita falta da despreocupação, da independência, da irresponsabilidade, do poder fazer sem olhar…
mas eu não sou assim
portanto vou continuar a escrever o que não consigo dizer, a preocupar-me com quem não se preocupa consigo e a ter medo de errar só para não ter que desapontar…

Talvez assim nunca aprenda realmente,
talvez assim nunca arrisque e nunca petisque realmente,
talvez assim as grandes conquistas nunca cheguem…

… mas não quento as grandes quedas e portanto continuo vivendo pelo seguro…