terça-feira, 9 de setembro de 2008

Rosto


Rosto rugoso
Rosto suado
Rosto sábio
Rosto marcado

Rosto pintado de barro
Rosto pintado de trabalho
Rosto pintado de sofrimento
e de algum tormento

Rosto de tristesa
Rosto de paciencia
Rosto de experiencia
Rosto de paixão

Mas nunca rosto alegre
nunca a alegria de viver
pois esse tempo passou
e ficou o saber

Um sorriso escondido
como quem dá um carinho
a uma criança que chora
num dia sem aurora

Mas nunca o rosto alegre
nunca a alegria de viver
nunca esse sorriso, não, não
pois o rosto transmite o que vai no coração

6 comentários:

Inês disse...

gostei particularmente deste :}

para além de estar bem escrito e de seres tu a escrevê.lo, tem qlqer coisa, mas nao consigo explicar ^^'

******

Carpe Diem disse...

Ainda bem que gostas te...talvez por se referir a uma pessoa em particular...já ouviste falar num senhor chamado José Franco ?...foi de certa forma inspirado nele...mas um dia destes explico te melhor... um abraço

Inês disse...

entao qero essa explicaçao...

*

Carpe Diem disse...

...ser te á dada...é só pedir...um abraço

Hebitsukai disse...

Lindo...a pensar no José Franco? Já estive na aldeia dele! Lindíssima.

Boa homenagem! ;º)

Carpe Diem disse...

Lindíssima mesmo! No dia em que escrevi este texto, estive pessoalmente com ele. Vi.o a trabalhar, tinha umas mãos de ouro...deu.nos o livro da vida dele, "autografou.o" com uma pintura que fez com o dedo sujo de barro...encantou.me!